segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Por uma vontade de desdigitalizar

Francisco Vieira da Silva
Doutor em Linguística pela Universidade Federal de Paraíba Professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte E-mail: franciscovieirariacho@hotmail.com


Claudemir Sousa Doutorando em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho E-mail: claudemir201089@hotmail.com

RESUMO
Neste artigo, pretendemos analisar como o discurso de desintoxicação digital, presente em uma reportagem intitulada Tchimbum (ed. 2413), da Revista Veja, de 18 de fevereiro de 2015, insere-se no interior das preocupações biopolíticas e constrói uma subjetividade de doente e dependente para o sujeito hiperconectado. De um modo mais específico, pretendemos investigar a objetivação desse sujeito a partir de diferentes saberes que a citada reportagem deixa entrever e os modos de subjetivação propostos para resistir à dependência da tecnologia. Ancoramo-nos teoricamente na Análise de Discurso, mobilizando como categorias analíticas noções-conceitos foucaultianas de enunciado, sujeito, biopoder, biopolítica e cuidado de si. Metodologicamente, nossa análise apresenta uma abordagem qualitativa, de cunho descritivo-interpretativo, partindo da arquegenealogia foucaultiana, que possibilita analisar o feixe de relações de saber e poder que permeiam os discursos. A partir das análises, foi possível concluir que as discursividades sobre o digital na mídia sustentam-se, principalmente, em saberes clínicos, e fazem funcionar mecanismos de feições biopolíticas na medida em que aferem a necessidade de conservar uma vida saudável e feliz, objetivos estes que podem ser prejudicados frente aos ardis das tecnologias digitais.
 Palavras-chave: Discurso. Desintoxicação digital. Sujeito hiperconectado.

Leia o trabalho completo, clique aqui.


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