Por uma vontade de desdigitalizar
Francisco Vieira da
Silva
Doutor em Linguística pela Universidade Federal de Paraíba
Professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte E-mail: franciscovieirariacho@hotmail.com
Claudemir Sousa Doutorando em Linguística e Língua
Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho E-mail:
claudemir201089@hotmail.com
RESUMO
Neste artigo, pretendemos
analisar como o discurso de desintoxicação digital, presente em uma reportagem
intitulada Tchimbum (ed. 2413), da Revista Veja, de 18 de fevereiro de 2015,
insere-se no interior das preocupações biopolíticas e constrói uma subjetividade
de doente e dependente para o sujeito hiperconectado. De um modo mais
específico, pretendemos investigar a objetivação desse sujeito a partir de
diferentes saberes que a citada reportagem deixa entrever e os modos de
subjetivação propostos para resistir à dependência da tecnologia. Ancoramo-nos
teoricamente na Análise de Discurso, mobilizando como categorias analíticas
noções-conceitos foucaultianas de enunciado, sujeito, biopoder, biopolítica e
cuidado de si. Metodologicamente, nossa análise apresenta uma abordagem
qualitativa, de cunho descritivo-interpretativo, partindo da arquegenealogia
foucaultiana, que possibilita analisar o feixe de relações de saber e poder que
permeiam os discursos. A partir das análises, foi possível concluir que as
discursividades sobre o digital na mídia sustentam-se, principalmente, em
saberes clínicos, e fazem funcionar mecanismos de feições biopolíticas na
medida em que aferem a necessidade de conservar uma vida saudável e feliz,
objetivos estes que podem ser prejudicados frente aos ardis das tecnologias
digitais.
Palavras-chave: Discurso. Desintoxicação
digital. Sujeito hiperconectado.
Leia o trabalho completo, clique aqui.